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Prevenções em doenças oculares na infância

Dentre os cinco sentidos humanos, olfato, audição, visão, tato e paladar, as dificuldades com a visão na infância representam aquelas que mais potencialmente podem vir a prejudicar o desenvolvimento saudável da criança.

Os deficientes visuais são os indivíduos que mais sofrem para se integrar na sociedade. Isso infelizmente configura-se como um fato, tanto nos casos em que a cegueira seja completa, como nos casos em que esta é parcial. Como principalmente as crianças e adolescentes em período escolar são os que mais são submetidos a tais preconceitos, é fundamental saber como precocemente detectar essas doenças, com vistas a uma imediata prescrição de tratamento adequado.

A detecção precoce acima mencionada pode normalmente tornar-se factível nas seguintes fases da vida de uma criança:

1. Fase pós-nascimento:

Logo ao nascimento de um bebê, algumas patologias tais como as discriminadas a seguir podem ser facilmente detectadas através de uma simples observação do Médico Pediatra ou, mesmo dos próprios pais:

a) Catarata Congênita:
A pupila esbranquiçada (Leucocoria) é o primeiro sinal de Catarata Congênita. A Catarata em si é a opacificação do cristalino e, pode ser observada ao nascimento, tendo nesse caso origens hereditárias, genéticas, metabólicas ou infecciosas.

Dentre as acima mencionadas, as causas infecciosas são as mais comuns em nosso meio, sendo a Rubéola a mais freqüente. A Rubéola prejudica o feto através da infecção materna durante os três primeiros meses de gestação.

O tratamento da Catarata Congênita é cirúrgico, devendo ser a cirurgia bastante precocemente realizada, dependendo da intensidade da Catarata. Cataratas Totais Unilaterais devem ser operadas até os dois meses de idade e, as Bilaterais Totais, até os quatro meses. Isso fará com que se evite a baixa visão irreversível (Ambliopia), decorrente de falta de estímulo às vias ópticas cerebrais.

A prevenção de doenças infecciosas que normalmente podem ser causadoras de Catarata Congênita, deve ser feita no pré-natal, assim como o aconselhamento genético, quando aplicável.

b) Glaucoma Congênito:
O primeiro sinal de Glaucoma Congênito é a chamada Buftalmia, a qual caracteriza-se pela criança apresentar olhos visualmente grandes. Tal evidência pode ser facilmente detectada pelos próprios pais, logo nos primeiros dias de vida. Como contraditoriamente em muitos casos tais olhos grandes podem inclusive ser equivocadamente confundidos com “olhos bonitos”, isso acaba a por muitas vezes prejudicar o tratamento precoce visto que, nessas circunstâncias, o diagnóstico efetivo acaba sendo sempre tardiamente constatado.

No Glaucoma Congênito a criança já nasce com os canais de drenagem do “Humor Aquoso” (líquido que preenche o espaço interno do olho) obstruídos. Além do aumento do olho anteriormente mencionado, são também observados sinais outros tais como o de incômodo com a claridade (fotofobia); excessivo lacrimejamento; e, falta de brilho na porção central anterior do olho (córnea), a qual encontra-se com edema (inchaço).

Os sinais acima identificados deveriam em geral levar os pais a procurarem um Médico Oftalmologista.

O Glaucoma Congênito é normalmente originário de más formações congênitas ou, pode ser secundário à doenças infecciosas, dentre outras. O tratamento é cirúrgico e, deve ser realizado o mais rapidamente possível.

C) Estrabismo:
O bebê apresenta os seus olhos tortos, por exemplo ao observar os brinquedos, o que pode facilmente chamar a atenção dos pais.

Tanto no caso de olhos desviados para dentro (Estrabismo Convergente) como para fora (Estrabismo Divergente) um Médico Oftalmologista deverá ser imediatamente consultado.

As causas do Estrabismo podem estar relacionadas à alterações refracionais ou neurológicas, dentre outras.

2. Fase da idade pré-escolar:

Na fase pré-escolar a criança poderá manifestar alguns sintomas de problemas visuais, os quais normalmente são já representados pelas alterações refracionais normalmente conhecidas como Miopia, Hipermetropia e/ou Astigmatismo. Tais sintomas podem ainda manifestar lacrimejamento, cefaléia após esforço visual tal como o de assistir televisão, vídeo game, etc. Outros sinais, são por exemplo os de a criança sentar-se muito próximo da TV, ou mesmo o fato de ela postar seu rosto muito próximo ao papel durante o ato de desenhar. O desvio dos olhos (estrabismo) pode também manifestar-se nessa fase.

Em todas as circunstâncias acima descritas os pais deverão o mais rapidamente possível consultar um Médico Oftalmologista.

3. Fase da idade escolar:

Na idade escolar a criança poderá manifestar alguns dos mesmos sintomas já anteriormente descritos, ou mesmo demonstrar dificuldade no aprendizado, assim como desatenção, sono durante as aulas, ou ainda troca de letras (ou de números).

Também nessas circunstâncias é mandatório um acompanhamento oftalmológico, sistemático, de forma a que pareceres clínicos possam ser o mais precocemente possível emitidos, para que os respectivos tratamentos possam ser o mais rapidamente possível administrados.

IMPORTANTÍSSIMO (PRINCIPALMENTE NA ADOLESCÊNCIA):

Existe uma doença, relativamente pouco conhecida, denominada Ceratocone. O Ceratocone é em geral representado por uma distrofia da córnea, normalmente bi-lateral e, caracterizado por um Astigmatismo Irregular e Assimétrico, o qual tende a ser rapidamente evolutivo. Quando acometida pela doença, a criança vai progressivamente perdendo a sua acuidade visual, o que requer um pleno acompanhamento clínico. Nessas circunstâncias recomenda-se não somente que a criança seja acompanhada por um Médico Oftalmologista mas, acima de tudo, por um Especialista em Ceratocone.

O Ceratocone freqüentemente está relacionado com alergias em geral, tais como Rinite, Sinusite e, Conjuntivite Alérgica, o que naturalmente provoca intensa coceira nos olhos. Sob esse aspecto há que se ressaltar que, por princípio, ninguém (incluindo-se nesse particular as crianças) deveria coçar os olhos. O ato de coçar os olhos representa uma variável altamente estimulante ao surgimento e/ou agravamento do Ceratocone.

Há que se ressaltar que não sendo devidamente acompanhada, tal patologia poderá redundar em um transplante de córnea. Não obstante o transplante em última análise represente uma solução ao problema visual, evidentemente que ele deverá ser realizado somente após serem exauridas todas as demais possibilidades de tratamento clínico da doença.

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