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Ceratocone

Definição

O avanço na tecnologia de equipamentos, os quais proporcionam ao Oftalmologista uma maior facilidade no estudo da anatomia da córnea, tem nos últimos anos determinado um aumento significativo no diagnóstico precoce do Ceratocone, principalmente na população jovem, bem como um mais eficaz acompanhamento de sua evolução.

O Ceratocone é uma distrofia da córnea com características evolutiva, bilateral e hereditária, onde ocorre um aumento de sua curvatura, bem como afinamento da mesma, o que acaba por determinar um astigmatismo irregular e assimétrico. Em geral ele se manifesta na adolescência e tende a evoluir. Porém a grande maioria dos casos estaciona e o paciente usa óculos ou lentes de contato durante toda a vida, sem necessidade de qualquer cirurgia.

Um fator relevante que estimula a evolução do ceratocone é o ato de coçar os olhos. Por isso, quando diagnosticamos o Ceratocone, uma das primeiras orientações é "não coçar os olhos".

Ressaltamos ainda ser muito frequente a associação de Ceratocone com Rinite e Conjuntivite Alérgicas, as quais costumam vir acompanhadas de coceira nos olhos. Nessas circunstâncias indica-se o uso de colírios antialérgicos para inibir a coceira.

Nos casos onde o ceratocone evolui para um grau mais elevado, as lentes de contato começam a causar desconforto ou, ficam muito instáveis, caindo com facilidade dos olhos. Nessas fases está indicado o procedimento cirúrgico. Nessas circunstâncias geralmente existe um importante "afinamento" da córnea, bem como opacidades centrais que dificultam ainda mais a visão do Paciente.

O Ceratocone Agudo ou "Hydrops" normalmente ocorre em estágios de ceratocone avançado onde ocorre uma ruptura da membrana de Descemet, o que resulta em um edema estromal agudo na área do cone. Em determinados casos tal situação pode ocorrer durante a noite, em decorrência de forte ato de coçar o olho enquanto se dorme.

Esse edema tende a regredir em alguns meses, formando uma cicatriz central. Por outro lado, durante essa fase aguda tal edema provoca uma inflamação na córnea, o que determina fotofobia intensa e grande desconforto ocular, bem como importante piora de acuidade visual.

O Ceratocone é uma patologia de córnea que se caracteriza por uma protrusão central ou paracentral, com afinamento e configuração cônica e, tende a evoluir ao longo de três fases:

  1. A primeira, é a chamada fase do "ceratocone incipiente", onde o diagnóstico é em geral efetuado a partir de uma topografia de córnea (Grau I). Nessa fase a córnea apresenta um astigmatismo irregular e assimétrico, com maior curvatura na porção mais periférica, não sendo pois ocasionada qualquer distorção em sua região central. Por esse motivo, o problema apresentado pode ser satisfatoriamente corrigível com o uso de óculos, os quais proporcionarão ao paciente uma boa acuidade visual;

  2. Na fase seguinte tal anomalia tende a se agravar, comprometendo a área central da córnea. Passa a observar-se um astigmatismo mais elevado, um afinamento e, uma protrusão da córnea (Graus II e III). Nessa fase o ceratocone pode ser diagnosticado a partir de um simples exame de refração, de ceratometria e/ou de biomicroscopia na lâmpada de fenda. Devido à irregularidade e à assimetria do astigmatismo, a visão com óculos certamente deixará de ser satisfatória. Por tudo isso, o paciente somente conseguirá manter boa a sua acuidade visual, se o seu astigmatismo passar a ser corrigido com lente de contato rígida;

  3. Na terceira fase, a córnea já se encontra muito delgada, irregular, extremamente protusa e, consequentemente bastante comprometida (Grau IV). A lente de contato começa então a soltar-se do olho ou, a provocar ceratites e/ou até ulceração, tornando-se impossível que o seu uso seja mantido. Nessa fase o transplante de córnea terá que ser indicado.

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