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Anatomia Macro e Microscópia da Córnea

Anatomia Macroscópica:

A córnea é uma estrutura transparente, situada na região polar anterior do globo ocular, cuja função é refratar e transmitir a luz. Sua face anterior é elíptica, medindo aproximadamente 12,6 mm no meridiano horizontal e, 11,7 mm no vertical. Apresenta uma espessura média de 0,520 mm na região central e de 0,650 mm ou mais, na região periférica.

Sua face anterior não apresenta uma curvatura uniforme, sendo mais curva na região central e mais plana na região periférica. Apresenta um raio de curvatura médio de 7,8 mm na face anterior da região central, e de 6,6 mm na face posterior. Possui um poder refracional de 44,00 Dioptrias.

É uma estrutura não vascularizada e sua inervação é desprovida de bainha de mielina, o que garante a sua total transparência.

Anatomia Microscópica:

A córnea possui cinco camadas: Epitélio, Membrana de Bowman, Estroma, Membrana de Descemet e Endotélio.

1. Epitélio:

É a camada mais superficial da córnea, compondo-se por sua vez de quatro a seis outras camadas de células do tipo epitélio escamoso, estratificado e, não queratinizado. Atinge aproximadamente 10% da espessura total da córnea e detém alta capacidade de regeneração.

Nas camadas mais profundas as células são colunares, com atividade mitogênica onde, na medida em que as células mais superficiais (mais antigas) vão descamando, vão sendo repostas por outras (mais jovens) que, naturalmente vão assumindo a forma estratificada anteriormente descrita. Esse período a partir da mitose até a célula alcançar a superfície é de sete dias.

O epitélio em seu todo funciona como uma espécie de barreira contra a perda de líquidos e penetração de microrganismos, bem como apresenta uma superfície lisa e brilhante, o que garante o seu poder refrativo.

As bordas laterais das células basais apresentam extensões digitais, unindo-se entre si através de "zonula adherens" e "gap junctions". A face posterior das células basais é plana e, aderida à lâmina basal através de hemidesmossomas.

2. Membrana de Bowman e Lâmina Basal:

É uma camada acelular de 8 a 12 mm de espessura, formada por fibras de colágeno e proteoglicanas densamente entrelaçadas. Se lesada, a Membrana de Bowman não se regenera, sendo por conseqüência ocasionada a perda de sua transparência.

É formada a partir de células do epitélio basal, da lâmina basal, bem como de fibras do Estroma anterior.

O diâmetro das fibras de colágeno da Membrana de Bowman é de aproximadamente dois terços do diâmetro das fibras de colágeno do Estroma como um todo.

A Membrana de Bowman tem por função manter a integridade e a organização epitelial, bem como de separar o Epitélio do Estroma.

3. Estroma:

Representa aproximadamente 90% da espessura total da córnea e é composto por fibras de colágeno. Sua densidade celular é reduzida, estando os ceratócitos localizados entre as lamelas, os axônios dos nervos e, as células de Schwann. Os ceratócitos são encontrados nos terços anterior e médio do Estroma.

4. Membrana de Descemet:

É formada a partir do Endotélio e, funciona como a lâmina basal do mesmo. Revestindo toda a superfície do Estroma, é composta por uma camada anterior (próxima ao Estroma), e por uma camada posterior (próxima ao Endotélio).

A sua formação inicia-se aos 4 meses de gestação e a camada anterior completa-se próximo ao nascimento.

Estudos têm demonstrado que a Membrana de Descemet apresenta um espessamento ao longo da vida. Observa-se que embora sua camada anterior não varie significativamente, permanecendo ao redor de 3 mm, sua camada posterior chega a variar de 2 para 10 mm com o passar dos anos.

Por ser formada a partir do Endotélio, a Membrana de Descemet é facilmente regenerada.

5. Endotélio:

É uma camada única de células hexagonais, medindo aproximadamente de 4 a 6 mm de altura e, 20 mm de comprimento, as quais células dispõem-se em um padrão tal que, por sua semelhança, é chamado de mosaico endotelial.

Quando há perda de células endoteliais, as remanescentes "deslizam" em direção à área lesada para ocupá-la, aumentando de tamanho (polimegatismo) e alterando a sua forma (pleomorfismo). Esse mecanismo é responsável pelo reparo do endotélio, vez que a mitose em células endoteliais adultas é escassa e lenta. Há evidências de mitose celular endotelial em cultura com soro fetal humano.

A integridade funcional do endotélio corneano é essencial para que seja mantido o estado de deturgescência e, de transparência da córnea. Através da transferência ativa de sódio e de potássio, o endotélio transporta água a uma velocidade de 6,5 ml/cm/hora, mantendo um estado de relativa desidratação da córnea. O suprimento de glicose é proveniente do Humor Aquoso, provavelmente por um mecanismo de transferência facilitada. O oxigênio também é proveniente do humor aquoso.

É importante enfatizar que o Endotélio é fundamental para manter a transparência e organização das camadas da córnea evitando-se o edema corneano.

Quando do nascimento, a densidade endotelial varia de 3.500 a 4.000 células por milímetro quadrado. Na fase adulta, varia de 1.400 a 2.500 células por milímetro quadrado. O limite mínimo para que o endotélio possa manter a sua função é de 400 a 700 células por milímetro quadrado, quando a partir daí começa a ocorrer edema e conseqüente perda de visão.

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