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Transplante de Córnea

Circunstâncias onde um transplante de córnea costuma ser indicado

Os transplantes de córnea são principalmente indicados nos casos de Ceratocone e Ceratopatia bolhosa, além de em Pelúcida; Leucoma corneano (cicatriz na córnea); úlceras não herpéticas; Distrofia de Fuchs; outras distrofias de córnea tais como Distrofia Lattice, Granular e Macular; Herpes simples; Herpes Zoster; queimaduras químicas; traumas oculares; retransplantes; dentre outras causas.

Rejeição

A córnea é um tecido não vascularizado e, é exatamente por esse motivo que o índice de rejeição nos transplantes situa-se na reduzida faixa de 5% do total dos casos transplantados. Caso por algum motivo específico a córnea do Paciente venha a tornar-se vascularizada, aí sim, referido índice aumenta sobremaneira.

Um outro aspecto importante a ser destacado é quanto ao diagnóstico correto e precoce da rejeição, conjugado com ações imediatas tomadas pelo Médico contra a mesma. Nessas circunstâncias a rejeição certamente será controlada (e eliminada) sem que se danifiquem de forma relevante os resultados originalmente alcançados no transplante. Nos raros casos em que uma rejeição ocorre, normalmente somente a partir do quarto mês de pos-operatório, ela é decorrente de uma reação tardia mediada pelos linfócitos "T". Caso o Paciente já tenha todavia realizado um outro transplante de córnea anteriormente (mesmo que no outro olho), aí sim a rejeição poderá ocorrer a qualquer momento em virtude de o organismo do Paciente já possuir anticorpos formados para a rejeição. Somente para um entendimento mais fácil, em uma rejeição os anticorpos agem contra a própria córnea, tal como se não a identificassem como um órgão integrante do corpo.

Existe uma intercorrência não impossível de ocorrer em um transplante de córnea, a qual é tecnicamente denominada pelos Médicos de “Falência Primária do Enxerto”. Nesses casos a córnea permanece com edema na primeira semana de pós operatório, o qual edema não regride com o tratamento. Isso na realidade não se caracteriza como uma rejeição, mas sim, como um edema provocado por uma falência endotelial da córnea transplantada. Nessas circunstâncias o enxerto (transplante) deverá ser trocado (uma córnea sendo substituída por outra) durante o primeiro mês pós-transplante.

Como fazer a Inscrição para Transplante de Córnea

O Paciente deverá submeter-se a uma consulta com um Médico Especialista em Transplante de Córnea, o qual imperativamente deverá ser líder (ou vinculado a este) de equipe credenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (órgão vinculado à Secretaria Estadual de Saúde) para a realização de transplantes de córnea. Em sendo indicado o transplante, funcionários da própria clínica também credenciados para tal através de senhas de acesso recebidas da Central de Transplantes, efetuarão “on-line”, via internet, a inscrição do Paciente junto à Central de Transplantes.

No passado, o tempo de espera por uma córnea na cidade de São Paulo muitas vezes atingia a marca dos três a quatro anos, prazo esse que hoje não chega a ultrapassar o período de uma semana, também variável em função do número de doações que possam ocorrer no período e/ou de urgências que possam ser priorizadas, de acordo com critérios técnicos julgados procedentes pela Central de Transplantes.

Aspectos Emocionais

Pela sua própria característica intrínseca, a indicação de um transplante de córnea requer que o Médico seja 100% sincero e claro, ainda que sutil (embora com muita objetividade ao que se propõe), quer seja em explicar ao Paciente (e muitas vezes à sua família), primeiro, que o transplante em síntese representará a solução para o problema ocular que tanto restringe o Paciente em suas atividades pessoais e profissionais. Segundo, em mostrar-lhe que em algum momento ele praticamente esquecerá que algum dia em sua vida fez um transplante de córnea. O fato todavia é que como em alguns casos o transplante acaba por gerar um certo “stress” pessoal e familiar, onde somente o profissional da área médica poderá com muita habilidade desmistificar o procedimento cirúrgico indicado.

Outro ponto a destacar é que em certas circunstâncias existem determinados aspectos alheios à área Médica, tais como religiosos, psicológicos, culturais e, mesmo econômicos, que acabam por interferir no desenvolvimento da fase pré-transplante. Em diversos desses casos, até muitas vezes não percebidos pelos Médicos, somente após várias consultas e, após muito relacionamento mantido entre Médico / Paciente / e Família do Paciente, conseguir-se-á entender tamanha resistência ao tratamento cirúrgico.

Há também que ser dito de forma clara ao Paciente que o resultado cirúrgico do Transplante de Córnea dependerá 50% do ato cirúrgico em si e, 50% da eficácia do acompanhamento pos-operatório, onde através da remoção dos pontos da sutura o Médico conseguirá ir corrigindo o Astigmatismo pos-operatório remanescente do ato cirúrgico, o que fará com que a visão do Paciente melhore progressivamente.

Em diversos casos alguns Pacientes beneficiam-se de encontros com outros Pacientes submetidos a um transplante bem sucedido, trocando experiências boas, tanto na questão da boa recuperação visual, como principalmente na melhora em sua qualidade de vida como um todo.


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